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Considerada a maior feira do setor da América Latina e a segunda maior do mundo, a Fisp tem como objetivo o desenvolvimento de uma cultura cada vez mais prevencionista, não somente no ambiente de trabalho, mas também fora dele. Segundo o diretor geral da Haulotte Brasil, Marcelo Bracco, este evento "é muito importante para a divulgação da correta utilização das Plataformas de Trabalho Aéreo, como os mecanismos de segurança do trabalho, ainda em fase de desenvolvimento no mercado brasileiro", salienta Bracco.

Com foco na fabricação de equipamentos seguros e dentro das normas de segurança internacionais, a Haulotte não poderia ficar fora deste evento. A empresa levou os modelos Compact 14, plataforma de tesoura elétrica, e HA16SPX, plataforma articulada, que foram expostos no estande da Federação Internacional de Acesso Aéreo, IPAF. A área de demonstrações de segurança da Federação contou com mais de 800 metros quadrados.

"Mostrar ao público a importância de operar uma plataforma de trabalho em altura com treinamento e conhecimento é fundamental, pois os números de acidentes de trabalho no Brasil são assustadores, e a Haulotte se preocupa muito com a segurança de todos os envolvidos neste trabalho", explica o coordenador de treinamento da Haulotte Brasil, Alexandre Vaccari.

Na área da IPAF, os visitantes puderam ver demostrações sobre o uso correto e seguro das máquinas, além de operar os equipamentos, com supervisão de instrutores qualificados pela federação. O uso correto de itens de segurança, como o cinto tipo paraquedista (arnês) e as placas de apoio em máquinas equipadas com estabilizadores foram temas abordados também pela IPAF.

Acidentes do trabalho no Brasil

A regulamentação brasileira ainda é muito recente a respeito das normas de segurança em trabalho em altura. A Norma Reguladora (NR) 35, que regulamentam o trabalho em ambientes com altura superior a dois metros, entrou em vigor no final do mês de setembro. Na Europa, por exemplo, as normas reguladoras de trabalho em altura superior a dois metros estão em vigor desde 2001.

No Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, 40% dos acidentes de trabalho advêm de quedas. Em 2010, foram registrados 701.496 acidentes de trabalho. Os números oficiais destes acidentes no país se referem apenas ao setor formal do mercado de trabalho, não sendo contabilizados quase 20 milhões de trabalhadores informais, que não contribuem para a previdência. Esses acidentes - trabalhadores de empresas com carteira assinada - geram um prejuízo estimado de R$ 70 bilhões.