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Gas Modal Mobilidade Inteligente, Novo Conceito de Mecanização na Logística!

  • 28/03/2014, São Paulo (SP)

  • Profissionais brilhantes com rendimento aquém de seus potenciais devido ao efeito corrosivo quase invisível que vem ocorrendo nos últimos anos de forma bem intensa – o poder acumulado pelo último escalão...
  • Empresa: Gas Modal Ltda.

 

"E o resultado é que esta empresa está perdendo vendas com isto, além de grande desgaste interno entre o departamento comercial e o de logística, e o RH perdido. O que mudou? O mesmo cliente, a mesma empresa, o mesmo produto - tudo igual - exceto o funcionário - que está decidindo onde entrega e onde não entrega."

Profissionais brilhantes com rendimento aquém de seus potenciais devido ao efeito corrosivo quase invisível que vem ocorrendo nos últimos anos de forma bem intensa - o poder acumulado pelo último escalão. São observações que fiz dos muitos profissionais de logística das várias empresas que atendi nos últimos anos e que baseou toda a recente transformação de minha própria empresa nos focos de novos produtos e serviços.

Não é uma crítica ferrenha, tampouco um preconceito contra os trabalhadores de ponta, importantes como todos, mas o fato é que o último escalão está cada vez mais caro, mais raro de se encontrar com qualidade e comprometimento. Cada vez mais estes profissionais estão com maior parcela de decisões importantes em suas rotinas diárias de trabalho e com efeito sensível em todos os indicadores. Ou seja, a empresa fica refém, o líder fica refém - para o bem e para o mal - destes profissionais. E com isto, surgem os graves sintomas corporativos na vida destes líderes que deveria fazer a diferença, mas se tornam impossibilitados de agir plenamente, de sair da inércia e mostrar seu valor. Entenda como isto ocorre.

Os líderes de logística são pessoas, quase sempre, que possuem problemas de gestão de tempo, pois passam a atender as pressões dos superiores para melhorar os indicadores, ficando tempos e tempos em infindáveis relatórios e planilhas para justificar a baixa produtividade de seu segmento e os problemas recorrentes. Com isso, clientes ou usuários também pressionam para que sejam atendidos a contento. Os departamentos que dependem diretamente da logística, aproveitando de situações quase caóticas, vendem e prometem o "impossível", pois será fácil encontrar a quem culpar, dando como exemplo o departamento comercial que tudo faz para vender, e nem sempre com as possibilidades reais da logística disponível. É o caos, e todo o peso recai sobre o gestor brilhante, com jogo de cintura e habilidades, mas por vezes amarrado de agir - estou falando do profissional de logística, nos diversos níveis - dentre eles o responsável pela distribuição, ou entregas, por exemplo.

Os trabalhadores do último escalão, com poder, e sem estarem preparados para isto, aumentam as angústias dos líderes, pois suas decisões erradas geram problemas - e por não saberem resolver, ou "resolverem" de forma errada causando mais problemas, ou ainda, não terem alçada para uma solução fazem o indesejável: levam para os líderes mais problemas! Os liderados levam problemas, ao invés de solução! Como sair deste círculo terrível?

Com isso, o resultado para o gestor significa mais horas trabalhadas e menos tempo social com amigos e família. Tirar férias vira um transtorno, pois não sabe o que esperará por ele quando retornar, caso ainda tenha o emprego, que o angustia, e muitas outras preocupações oriundas de suas limitantes tarefas. Onde está, afinal, o problema?

Eu encaro como uma das prováveis fontes a baixa produtividade no último escalão justamente por isso - está cada vez mais caro, com menos profissionais qualificados que possuem "empregos certos" em outras empresas concorrentes e/ou benefícios sociais que são suficientes para seu sustento por alguns meses, enquanto decide por algo "melhor". Hoje, o poder no segmento de logística está na mãos destes profissionais. Não foram poucas as empresas que faziam seu planejamento diário - ou teriam que refazer - levando em conta os funcionários que estavam presentes no dia, e em que condições. Épocas festivas como carnaval, fim de ano e Copa eram e são terríveis pesadelos quando associados às metas. Muitos somem! E falo geralmente de uma grande cidade, e de uma grande empresa. A linha de frente está cada vez mais poderosa e os líderes são meros gestores de problemas, apagadores de incêndio, muitas das vezes focando seu talento para controlar e adular tais profissionais. Estas informações não são conceituais e foram verificadas por mim em muitas das empresas atendidas. É uma triste realidade. E qual a solução?

Muitas serão as frentes para lidar com isto, e não poderia esgotar o assunto apenas nestas poucas linhas, mas nem sempre será o alto escalão que descobrirá isto - não é a realidade destes - aceite este fato. O setor de RH não enxerga a profundidade do problema, e invariavelmente adota política de retenção de talentos que é "adular" ainda mais os trabalhadores de ponta com premiações e motivações inócuas, excedendo o limite de valorização equilibrada, dando a certeza que são decisivos e fazendo-os mais exigentes e inflexíveis, pois as políticas nunca possuem punições e/ou ajuizamentos. O RH vira uma "mãe" e já presenciei casos em que se vira contra os gestores, tal qual um apaziguamento entre briga de crianças, alegando a falta de habilidade comportamental aos líderes - o irmão mais velho, neste caso. Será? O que o líder pode fazer, tendo como base o que conheci no exterior, em especial empresas dos Estados Unidos e Canadá, e também conversando com outros profissionais que conhecem os mercados do Japão e Europa, em iguais condições, é o seguinte:

  • Reduzir o poder é restringir as liberdades não-essenciais às funções destes. Adotar o princípio damecanização das entregas, por exemplo. Pode parecer meio futurista ou até um retrocesso nas políticas de delegar ao máximo, que muitos consultores apregoam de seus escritórios nos grandes arranha-céus, longe da realidade. Consiste em conceber uma operação na qual o fator humano esteja subordinado aos fortes procedimentos e instrumentos de controle. Não há como ser diferente. Não há meia solução, neste caso. A tolerância deve ser "zero", com forte política de adoção irrestrita das medidas implantadas;
  • Dotar a equipe de supervisores com todos os meios disponível de controle e consulta de tarefas, com acompanhamento em tempo real, e com os equipamentos necessários para a execução de todas as tarefas, sempre com o objetivo de minimizar recursos humanos na operação, pois não ficarão mais baratos. Menos gente significará menores custos e maior controle da operação. Haverá menor importância para as "estrelas" da operação, que adotam seus próprios procedimentos e contagiam negativamente o grupo. Pessoal hábil e de iniciativa em posições estratégicas de controle é o fundamental, ao nível de supervisão;

E assim, poderia contar o já clássico exemplo da empresa norte-americana UPS que adotou uma medida para diminuir tempo de percurso para entregas e principalmente a economia em combustíveis -seus caminhões só fazem curvas para a direita! É sério, caso ainda não conheça, mas para o cenário norte-americano, quando fazer curva para a direita é permitido mesmo com o "sinal" fechado, a partir da faixa da direita, significou enorme ganho para a empresa. Os veículos são dotados de mecanismos de controle e até podem fazer curva para esquerda, que logo recebem um chamado para explicar o procedimento caso não tenham pedido autorização prévia, em tempo real. E depois precisam fazer um relatório sobre isto . . . quem faria uma segunda curva para a esquerda? Quem gosta de responder relatórios? Além disso, precisam desligar o motor quando há uma espera estimada com mais de 30 segundos com o veículo ligado. Não desligou? Há um relatório que precisarão responder, em base nos dados de automação do veículo. O que significa isto? O procedimento foi estabelecido e não há como o funcionário sair dele, pois há controle em tempo real. O "bom senso" é o da empresa, e não mais do funcionário. Os tempos e os custos são estimados com muita precisão - não geram surpresas nem problemas de gestão orçamentária. A produtividade deixa de contar com o bom senso dos empregados e passa a ser determinada pela inteligência central - dos líderes logísticos.

Você possui esta percepção? Consegue entender este princípio simples? Simples, mas não fácil de implantar.

Há também o caso do carregamento de peso por parte dos funcionários nas entregas finais. Claro, com a mão de obra mais cara, e seguros sociais garantidores, e empresas que precisam mais e mais destes profissionais ficam em difícil posição. Em toda a empresa visitada há a "estrela" das entregas, sem exceção, que é aquele funcionário que consegue carregar mais peso que todos os outros - e sempre usado nas entregas mais difíceis.

Parece racional? Sua operação tem alguém assim?

Os problemas como estes aparecem em muitas empresas. E também as oportunidades.

Os profissionais não podem carregar mais de 30 Kg de peso em trabalho contínuo, pela nossa legislação. Mesmo que hajam "estrelas" que consigam carregar mais de 100 Kg / 150 Kg nas cintas. Fato é que nenhuma empresa respeita esta lei, para meu espanto, e mesmo depois de amargurar imensas indenizações trabalhistas e problemas de afastamento por lesões cervicais. Mas ultimamente são os funcionários estão relutantes em levar a cabo serviços pesados. Eles já estão colocando seus próprios limites - e as empresas não sabem o que fazer, a princípio. E nem sempre são cargas muito pesadas...

Recentemente fui consultado por uma empresa de bebidas que está com problemas de entregas de seus engradados em alguns dos pontos em que entrega há 20, 30, 40 anos! O problema? São restaurante, mini mercados ou bares pequenos em que a entrega deve ser no porão ou em sótão, que antes eram feitos pelos antigos funcionários, que recebiam um pastel ou uma gorjeta, mas hoje não querem mais - pois sabem que sua mão de obra ficou mais cara! Fato, pois assim já agem com seus empregadores, exigindo mais e mais! E o resultado é que esta empresa está perdendo vendas com isto, além de grande desgaste interno entre o departamento comercial e o de logística, e o RH perdido. O que mudou? O mesmo cliente, a mesma empresa, o mesmo produto - tudo igual - exceto o funcionário - que está decidindo onde entrega e onde não entrega. Percebe agora? O poder está nas mãos deles, enquanto os líderes e departamentos brigam entre si.

Este é particularmente um problema que seria resolvido pela mecanização, com o uso do Brutus, um veículo motorizado que sobe e desce escadas e desníveis com cargas pesadas de até 685 kg - e entenda que engradados de bebidas não seria, dentro deste universo, consideradas pesadas. Este é um procedimento de mecanização na qual os limites ocupacionais desaparecem, como antes, não havendo mais justificativa para o funcionário se negar a entregar - ficou sem o argumento para tal.

Indo mais além, a empresa de bebida identificou que o curioso é que os clientes já pagavam para que a carga pudesse ser entregue nos locais difíceis, não é? Mesmo que o pagamento fosse uma coxinha de galinha ou um suco, além da gorjeta. Eles já tinham este conceito de serviço extra e o valorizavam monetariamente. E esta empresa decidiu cobrar ela mesma por este valor para fazer estas entregas difíceis, o que não só paga o investimento nos equipamentos mas agrega mais uma nova receita, antes impensada e recebida diretamente pelos funcionários. Dupla vantagem para a empresa que adotou a mecanização com o Brutus e harmonia entre os departamentos comerciais e de logística, agora abençoada pelo RH. Final feliz.

Outro caso? O mesmo fundamento da história da empresa de bebidas, mas no caso é uma grande revendedora de linha branca e eletrônicos, que passou a adotar a mecanização das entregas e tambémpossui um serviço pago pelos clientes onde há a entrega difícil e a instalação completa do produto. Agregou um diferencial em qualidade perceptível aos clientes e ainda com receitas adicionais, superavitária. O problema original também virou excelente oportunidade e diferencial frente aos concorrentes.

Poderia elencar mais e mais exemplos, e farei isto em novos artigos e talvez vídeos, mas o fato é que mecanizar entregas e processos pode ser algo que deixará a vida dos profissionais líderes de logística mais humana, mais feliz. É preciso entender o que aconteceu nos países que citei e que já está acontecendo por aqui. Já estamos fazendo o mesmo caminho doloroso. E eles já passaram por isto, e agora somos nós, brasileiros, que teremos que lidar com esta transformação. Por sorte, as ferramentas estão disponíveis e também as soluções de sucesso adotadas por lá, como as entregas mecanizadas. E viva a mecanização, trazendo dias melhores com amigos e famílias. Férias despreocupadas e revitalizantes. Foco nas carreiras e nas produções.